A prefeitura de São Paulo começou a fazer testes rápidos para síndrome gripal em suas unidades de Pronto Atendimento (UPA), de assistências Médica Ambulatorial (AMA), de prontos Atendimento (PA) e prontos-socorros. O teste está sendo feito no setor de triagem para identificar os casos positivos de covid-19. O método utilizado nos pacientes é o de antígeno, para identificar os casos com maior rapidez e manter o monitoramento do paciente na capital paulista.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS), na última semana houve um aumento significativo de pessoas com síndrome gripal que procuraram suas unidades de saúde. “Em novembro de 2021, a SMS registrou um total de 111.949 atendimentos de pessoas com sintomas gripais, sendo 56.220 suspeitos de covid-19. Neste mês, na primeira quinzena, a SMS registra um total de 91.882 atendimentos com quadro respiratório, sendo 45.325 suspeitos de covid-19”, informou a secretaria.

A secretaria informou ainda que continua monitorando o cenário epidemiológico das doenças virais no município, incluindo o vírus influenza (gripe). A vigilância é feita por amostras de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e em casos de síndrome gripal com a coleta de amostras de secreção nasal nos casos de SRAG de pacientes internados nas unidades de Terapia Intensiva (UTI) e com a coleta dessas amostras nas unidades de saúde sentinelas, como AMA, hospitais infantis e gerais, tanto público como privados.

A Secretaria de Saúde disse que as amostras são encaminhadas ao Laboratório de Saúde Pública do Instituto Adolfo Lutz, que identifica a doença e o tipo de vírus. “A identificação dos tipos de cepas virais circulantes permite avaliar o comportamento do vírus da gripe na cidade, subsidiando a SMS em suas ações de assistência, vacinação, campanhas de educação em saúde e demais intervenções pertinentes”.

Segundo os dados da secretaria, neste ano foram notificados na cidade 119.873 casos de SRAG, com necessidade de hospitalização. Desses, 205 (0,2%) foram confirmados como provocados pelo vírus influenza. Em 2020, foram notificados 120.850 casos de SRAG com hospitalização, dos quais 242 foram classificados como SRAG por influenza. Dos 205 casos de SRAG com hospitalização, 20 (9,8%) foram positivos para influenza A (H1N1) pdm09A, quatro (3,8% para influenza A (H3) sazonal, 134 (34,3%) para influenza A (não subtipado) e 47 (19,9%) para influenza B.

A orientação da Secretaria de Saúde é a de que todos continuem com o distanciamento de, pelo menos, um metro, cobrir a boca e nariz quando tossir ou espirrar e lavar as mãos imediatamente após contato com secreções respiratórias, medidas importantes para a prevenção tanto contra o vírus influenza quanto contra a covid-19.

“A influenza sazonal é uma doença infecciosa febril aguda com maior risco de complicações em alguns grupos vulneráveis. A doença pode evoluir para formas mais graves como SRAG e até óbito”, alertou a secretaria.



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